

RECEITA DE PÁSCOA
Ingredientes:
Perdão
Alegria
Paciência
Fé
Perseverança
Vontade de Ser Feliz
Paz
Modo de fazer:
Misture no recipiente bem lavado da sua alma,
chocolate, mais perdão e alegria.
Deixe calmamente em banho-maria
até que todas as mágoas
e rancores sejam depurados.
Espere esfriar um pouco,
salpicando perseverança e paciência
e despeje nos dois lados do coração.
Prepare o seu bombom predileto
com recheios de paz e vontade de ser feliz.
Desenforme as duas partes moldadas no coração,
coloque dentro os bombons,
embrulhe com um papel
transparente de amizade verdejante e luzente de esperança.
Amarre com fitas prateadas de carinho
e mande muitos, muitos,
para quem não te entende também...
é tempo de redenção.
Feliz Páscoa
Com chocolate no coração!!!
PARA VCS


Ouvir Estrelas
"Ora direis ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Olavo Bilac
Preocupações nos tiram a liberdade.
Assim como não devemos nos preocupar
por "coisa alguma",
devemos fazer conhecidas "em tudo"
as nossas petições a Deus,
com ações de graça.
"Em tudo" significa que não existem coisas,
por maiores que sejam,
pelas quais não devêssemos falar com Deus.
Não deveríamos administrar algumas coisas
por nossas próprias forças,
deixando outras por conta de Deus.
Nosso Pai celeste tem poder para resolver
todos os nossos problemas.
Devemos suplicar
"com ações de graça".
Devemos agradecer ao Senhor
por benefícios já recebidos
e agradecer no presente
pela certeza dos benefícios futuros.
"E esta é a confiança que temos para com ele:
que, se pedirmos alguma coisa
segundo a sua vontade, ele nos ouve.
E, se sabemos que ele nos ouve
quanto ao que lhe pedimos,
estamos certos de que obtemos
os pedidos que lhe temos feito" (1 Jo 5.14-15).
Que Deus te abençoe neste dia.
Lembre-se sempre:
Eu te amo em Cristo Jesus
Leveza
Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.
Cecília Meireles
PUTZ,QUE SUFOCO...
ESTAVA TENTANDO BLOGAR
FAZ UMA SEMANA,
E SIMPLESMENTE NÃO CONSEGUIA...
CHEGUEI A COMUNICAR ALGUNS AMIGOS,
QUE FIZ OUTRO BLOG,
MAS NA VERDADE ESTAVA ARRASADA,
POIS PERDI O MOMENTO...
E HOJE... ABRIU... UFA.
ENTÃO POSSO FINALMENTE AGRADECER
PELA CONQUISTA DO MOMENTO,
ESTOU NO VALE A PENA VER DE NOVO.
MEUS AMORES...
SÓ TENHO UMA COISA
A DIZER...
MUITO OBRIGADA!!!

Para todas as amigas,
em homenagem ao
Dia das Mulheres...

Estrela Mulher
Hei!!!
Linda Estrela!!!
Aquela que faz de simples dias
Dias especiais.
Que ilumina
A profunda escuridão.
Você é a razão da beleza
Do encanto e da magia.
Você é a presença da ternura
Com jeito de atrevida
Ou com rosto de Anjo.
Você é uma estrela
Aos olhos de Deus...
Linda estrela
Repleta de Sabedoria
E compreensão.
Você sabe seduzir
Sabe conquistar...
Sem seu brilho
A beleza não existiria
O encanto não seduziria.
Seus olhos
Hipnotizam a todos a sua volta.
Seu sorriso é a arma
Que acerta o alvo
Chamado Corações,
Que facilmente se torna dona deles.
Porque és um estrela abençoada
Estrela chamada
Mulher.
Fabiana Thais Oliveira
Antiguidades
Quando eu era menina bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.
Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.)
Eu era menina em crescimento.
Gulosa, abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom e tão gostoso.
A gente mandona lá de casa cortava aquele bolo
com importância. Com atenção. Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo.
Era só olhos e boca e desejo
daquele bolo inteiro.
Minha irmã mais velha governava.
Regrava. Me dava uma fatia,
tão fina, tão delgada...
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais !
E o bolo inteiro, quase intangível,
se guardava bem guardado, com cuidado,
num armário, alto, fechado, impossível.
Era aquilo, uma coisa de respeito.
Não pra ser comido assim, sem mais nem menos.
Destinava-se às visitas da noite,
certas ou imprevistas.
Detestadas da meninada.
Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada.
A gente grande da casa usava e abusava
de pretensos direitos de educação.
Por dá-cá-aquela-palha, ralhos e beliscão.
Palmatória e chineladas não faltavam.
Quando não, sentada no canto de castigo
fazendo trancinhas, amarrando abrolhos.
"Tomando propósito".
Expressão muito corrente e pedagógica.
Aquela gente antiga, passadiça, era assim:
severa, ralhadeira.
Não poupava as crianças.
Mas, as visitas...
- Valha-me Deus !...
As visitas...
Como eram queridas, recebidas, estimadas,
conceituadas, agradadas!
Era gente superenjoada.
Solene, empertigada.
De velhas conversar que davam sono.
Antiguidades...
Até os nomes, que não se percam:
D. Aninha com Seu Quinquim.
D. Milécia, sempre às voltas
com receitas de bolo, assuntos
de licores e pudins.
D. Benedita com sua filha Lili.
D. Benedita - alta, magrinha.
Lili - baixota, gordinha.
Puxava de uma perna e fazia crochê.
E, diziam dela línguas viperinas:
"- Lili é a bengala de D. Benedita".
Mestre Quina, D. Luisalves,
Saninha de Bili, Sá Mônica.
Gente do Cônego Padre Pio.
D. Joaquina Amâncio...
Dessa então me lembro bem.
Era amiga do peito de minha bisavó.
Aparecia em nossa casa quando o relógio dos frades
tinha já marcado 9 horas
e a corneta do quartel, tocado silêncio.
E só se ia quando o galo cantava.
O pessoal da casa,
como era de bom-tom, se revezava fazendo sala.
Rendidos de sono, davam o fora.
No fim, só ficava mesmo, firme, minha bisavó.
D. Joaquina era uma velha
grossa, rombuda, aparatosa.
Esquisita. Demorona.
Cega de um olho.
Gostava de flores e de vestido novo.
Tinha seu dinheiro de contado.
Grossas contas de ouro no pescoço.
Anéis pelos dedos. Bichas nas orelhas.
Pitava na palha. Cheirava rapé.
E era de Paracatu.
O sobrinho que a acompanhava,
enquanto a tia conversava contando "causos" infindáveis,
dormia estirado no banco da varanda.
Eu fazia força de ficar acordada
esperando a descida certa do bolo
encerrado no armário alto.
E quando este aparecia, vencida pelo sono já dormia.
E sonhava com o imenso armário
cheio de grandes bolos ao meu alcance.
De manhã cedo quando acordava,
estremunhada, com a boca amarga,
- ai de mim -
via com tristeza, sobre a mesa:
xícaras sujas de café,
pontas queimadas de cigarro.
O prato vazio, onde esteve o bolo,
e um cheiro enjoado de rapé.
Cora Coralina